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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Carta sobre os cegos – endereçada àqueles que enxergam, Carta sobre os surdos e mudos – endereçadas àqueles que ouvem e falam - Denis Diderot



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      Citação
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Não ocorre com a felicidade e a infelicidade o mesmo que com as trevas e a luz; uma não consiste numa privação pura e simples da outra.  Talvez pudéssemos assegurar que a felicidade  não nos é menos essencial que a existência e o pensamento.

67



Não chego a adivinhar porque o mundo não se enjoa de ler e de nada aprender, a menos que seja pela mesma razão pela qual há duas horas tenho a honra de te entreter, sem me entediar e sem nada te dizer.
74


E crês que ouves o lamento como eu?  Há infelizes que sabem sofrer sem se queixar.  (depoimento de um cego)

75





Eu não poderia comparar o efeito da música senão à embriaguez que experimento quando, após uma longa ausência, me precipito entre os braços de minha mãe, momento em que a voz me falta , os membros tremem, as lágrimas correm, os joelhos se dobram; sinto-me como se fosse morrer de prazer.

76

Era pouco sensível aos encantos da juventude e ficava pouco impressionada as rugas da velhice.

78



Por que não existe essa relação em mim e não vejo nada em minha cabeça sem colorir? O que é a imaginação de um cego?  (fala de um cego por acidente)

94


Numa carta os distanciamentos são permitidos, sobretudo quando podem conduzir a perspectivas úteis.

94




Decomposição do homem – de todos os sentidos, o olho era o mais superficial; o ouvido, o mais orgulhoso; o olfato, o mais voluptuoso; o gosto, o mais supersticioso e o mais inconstante, o tato o mais profundo e o mais filosófico.

117



Eu acreditava como todos que um  poeta podia ser traduzido por outro: é um erro... Transmitir-se-á o pensamento, talvez se terá a ventura de encontrar o equivalente de uma expressão... mas não é tudo.

118


É o conhecimento, ou melhor, o sentimento vivo da poesia, perdida para os leitores comuns, que desencoraja os imitadores de gênio.

128



Como acontece que aquilo que extasia nossa imaginação desagrade a nossos olhos? A bela natureza, não é, pois, continuam eles, uma só para o pintor e para o poeta?

134

Provei por meio de exemplos a dificuldade de entender bem um poeta.

135

Em qualquer língua que seja, a obra que o gênio cria não cairá nunca.

137


Nada de mais perigoso, senhor, que fazer a crítica de uma obra que não se leu e, com maior razão, de uma obra que só se conhece por ouvir-se dizer...

153



As pessoas que não leem para aprender ou que querem aprender sem se aplicar são precisamente aquelas que o autor não faz questão de ter como leitores.

154


Há leitores que não quero nem vou querer nuca: não escrevo senão para aqueles com quem ficaria feliz em conversar.

167


Como é difícil escrever uma boa obra e como é fácil criticá-la; porque o autor teve que observar todos os desafios e a crítica só tem que forçar um.

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