Como as divergências dos autores em relação à questão do
útil se reflete na maneira
distinta como ambos os filósofos encaram a obra de arte.
O valor de uso em Marx
compõe a primeira parte do “O Capital”. Para o filósofo, o
valor de uso é a célula
primordial de valor a partir do qual, em princípio,
derivaria a forma de valor ou valor
de troca. A partir desta derivação, Marx procura expor o
processo de autonomização
do valor em suas formas na sociedade capitalista: primeiro
na mercadoria, depois no
dinheiro e, finalmente, capital. O fim subjetivo do
capitalista é a valorização do valor
e Marx questiona
como é possível
que o valor
valorize-se por si.
Embora o que
interessa para nosso
trabalho seja compreender
de onde parte,
no pensamento de
Marx, a noção
do útil, que
ele chama de
valor de uso,
e não todo
o caminho da
valorização,
percebe-se desde já,
a importância dada
pelo filósofo ao
valor de uso
como fundamento da sua teoria econômica.
Nota-se
também que este caminho é similar ao que Aristóteles faz no terceiro
capítulo de “A
Política”, na tentativa
de distinguir a
economia da “ciência
da
indústria e do pequeno comércio”, a partir da diferença
entre riqueza e acumulação
de dinheiro. O que constitui a verdadeira riqueza para
Aristóteles é a quantidade de
coisas úteis e
necessárias à vida,
e a economia
é essencial na
medida em que
tal
reflexão pode levar
à melhor distribuição dos
bens que são
indispensáveis à
existência dos homens.
Assim como
Aristóteles, Marx parte
da coisa enquanto
mercadoria,
fundamento da troca
e da riqueza
econômica. Por suas
propriedades, a mercadoria
satisfaz necessidades humanas. Para o filósofo, “a utilidade
de uma coisa faz dela [a
mercadoria] um valor
de uso. Mas,
essa utilidade não
é algo aéreo.
Determinada
pelas
propriedades materialmente inerentes
à mercadoria, só
existe através delas.”
(MARX, 1989,
p. 42) A
utilidade da mercadoria mora
em suas propriedades
materiais. Embora em outro momento Marx chegue a afirmar que
“O produto recebe
seu acabamento final no consumo” (MARX, 1974, p.109),
está claro que, para ele
como para Aristóteles, o
cerne do valor
de uso está
no próprio objeto
e em sua
capacidade intrínseca de satisfazer determinada necessidade.
Marx nota que
estas necessidades variam historicamente, mas não o caráter
duplo da mercadoria: suas qualidades determinam seu valor
enquanto útil (valor de
uso) e quantidade
de mercadorias determinará
a possibilidade de
troca com outros
produtos úteis. Deste modo, objetos como tecido, ferro,
madeira são, cada um deles,
um conjunto que possui propriedades e modos diferentes de
utilização que variam de
acordo com as
mudanças nas sociedades
ao longo do
tempo. Assim, os
diversos
modos de usar as coisas e a invenção de medidas socialmente
aceitas para quantificar
as coisas, são atos históricos, convenções históricas. A
utilidade é, portanto, variável
e aberta.
Este caráter
duplo também tem sua raiz na “Política” de Aristóteles, que usa o
exemplo de um calçado para resumir as duas maneiras de se
fazer uso de uma coisa:
(ARISTÓTELES, 2008, p.19). A troca possui seu fundamento na
própria natureza,
porque os homens
possuíam muitas ou
poucas quantidades de
coisas que são
indispensáveis para a vida. Tudo o que se possui pode ser
transformado em objeto de
troca, porém Aristóteles repudia o tipo de troca que não
seja segundo as necessidades
de cada comunidade. A riqueza, para o filósofo, não pode
estar separada de uma vida
ética cuja finalidade
última é a
busca pela felicidade.
Para termos uma
existência
feliz, então, não precisamos de nada a mais ou a menos do
que seja útil à vida.
Para Marx,
contudo, as necessidades não
são apenas básicas,
fisiológicas,
mas seus desejos, suas fantasias. Com isso, o filósofo
amplia radicalmente o espectro
das utilidades, que
passa a abarcar,
dentre outros ‘produtos’,
a arte. Assim,
Marx
expande, mas segue a concepção aristotélica de coisa como
algo dotado de matéria e
forma que adquiriu
predomínio na história
da filosofia. Ela
tem sua origem
na
determinação em que
tudo o que
existe ou que
se produz deve
ter uma utilidade.
Deste modo, um valor de uso só se realiza enquanto tal na
sua utilização.
O útil em Heidegger
“instrumento de uso”,
“Aqui, o ente
não é objeto
de um conhecimento teórico
do
mundo e sim
o que é
usado, produzido etc.”
(HEIDEGGER, 2009, p.115).
Os
utensílios possuem serventia (utilidade), ou seja, eles
foram feitos ou produzidos para
servirem para algo. Deste modo, ele concorda com Aristóteles
e Marx quando estes
últimos afirmam que
“o sapato serve para calçar os
pés”. O sapato é composto de
matéria e forma, e o material do qual é composto foi
escolhido em função do uso
preciso a que este utensílio se destina. O modo do homem
lidar no mundo e com os
entes se dispersa numa multiplicidade de modos de ocupação.
O modo mais imediato
de se relacionar e descobrir no mundo é a ocupação que se dá
no manuseio e uso. A
compreensão do ser pertence
ao homem e se mostra sempre no seu modo de lidar
com o ente, seja com as coisas ou com os utensílios. Na
ocupação com o utensílio
martelo, por exemplo, no martelar é que aparece sua
utilidade. O martelo nem é mais
visto, só a
utilidade, ou seja,
o próprio martelar
é que descobre
o uso do
martelo.
Somente no uso, os utensílios são o que são.
Porém este
uso, esta serventia,
repousa na “fiabilidade”. Essa
palavra
significa a confiança que o homem tem no útil. O sapato é
confiável na medida em
que serve para proteger os pés, como se tornasse a extensão
dos próprios pés. O uso é
apenas a conseqüência essencial da confiança. O útil é usado
e desgastado, tornando-
se habitual. Na confiança, no uso habitual dos objetos
úteis, nem percebemos o que é
o útil. Quando, por exemplo, o nosso sapato rasga, quando
ele deixa de ser útil, é que
percebemos sua utilidade. Quando nos falta é que vemos sua
importância enquanto
útil. Para Heidegger,
assim como para
Marx, a utilidade
de algo pode
variar de
acordo com a história. Algo que é útil numa época, pode não
ser em outra.
Vale destacar
que Heidegger diferencia o útil dos outros entes. Tudo o que
existe, que está
aí, é chamado
de ente. Os
entes se dão
ou acontecem de
modos
ente obra de arte, por exemplo, que é diferente do útil e da
coisa. O útil é o ente que é
produzido para servir para algo. Os entes ou as coisas que
não foram produzidos pelo
homem são diferentes dos objetos úteis, mesmo quando o homem
põe uma utilidade.
O que é fundamental no útil, segundo Heidegger, é que, na
sua produção, a serventia
é projetada e, a partir dessa projeção é que é pensada a
matéria e a forma. “O produto
é fabricado como utensílio para algo. Consequentemente,
matéria e forma, enquanto
determinações
do ente, estão
radicadas na essência
do utensílio.” (HEIDEGGER,
2002, p. 22). Assim, determinar o útil enquanto matéria que
contém uma forma e que
possui uma serventia
cabe bem ao
útil, porém, essa
determinação não é
suficiente
para definir outros entes como as coisas e a obra de arte.
Também a descrição das
propriedades de uma coisa é insuficiente para dizer o que
ela é.
A
definição da coisa
como matéria que
recebeu a marca
de uma forma,
segundo
Heidegger, é um
modelo instrumental e
utilitário que forma
a base do
pensamento
técnico moderno. Assim,
não só os
úteis recebem essa
definição, mas
todos os entes.
Em “Sobre o
Humanismo”, Heidegger afirma
que “a essência
do
materialismo não está na afirmação de que tudo é apenas e
somente matéria e sim
numa determinação metafísica, segundo a qual todo o ente
aparece como material de
trabalho.” (HEIDEGGER, 1967, p.64). Para o filósofo, Marx
concebe as coisas, os
entes, apenas como
produtos do trabalho,
ou seja, como
mercadorias. Estas
cristalizações de trabalho humano só teriam valor quando
houvesse trabalho contido
nelas, o que implica em afirmar que todo o trabalho teria
que, necessariamente, ser
útil e produzir coisas úteis.
Segundo Heidegger,
a essência do
materialismo se esconde
na essência da
técnica moderna que
transforma todas as
coisas existentes na
natureza em objetos
disponíveis. Ou seja,
a técnica moderna
lida com os
entes como disponibilidade,
como um material que está aí para ser usado. Embora Marx e
Heidegger concordem
quanto à natureza da utilidade e sua historicidade, bem como
quanto ao processo de
materialização do útil em suas propriedades, há uma
divergência fundamental, visto
que Heidegger rejeita a noção de Marx, que considera as
coisas, os entes, apenas a
partir do viés de sua utilidade.
O útil e a obra de arte em Marx e Heidegger
perspectivas
distintas na análise
da obra de
arte. A maior dificuldade para
esta
comparação reside no fato de que, enquanto Heidegger deixou
em sua bibliografia
um texto definitivo sobre este assunto, “A Origem da Obra de
Arte”, as menções de
Marx à atividade artística são escassas e esparsas. É certo
que ele se interessava pela
arte e utilizou exemplos ‘artísticos’ em seus textos mais
importantes. Ainda assim,
são menções fragmentadas, sem que haja uma reflexão mais detida
do autor sobre o
assunto.
Optamos por ampararmos nossas considerações nas
menções à arte
presentes em “Introdução
à Contribuição para
a Crítica da
Economia Política”, na
análise do trabalho produtivo e improdutivo dos “Manuscritos
de 1861 a 1863” e na
Transformação do Macaco em Homem”.
A obra de arte em
Marx
Para Marx,
que segue os
passos de Aristóteles, as
sociedades produzem
objetos úteis destinados à satisfação das necessidades
humanas, quaisquer que sejam
elas. A natureza
está encarregada de
fornecer os materiais
que pelo trabalho
o
homem converte em riqueza. Engels propõe que a riqueza da
arte, no que concerne à
sua prática, estaria em condensar em si milênios de
aperfeiçoamento evolutivo que
seriam também produto
do trabalho humano.
Objetos de arte
parecem ter poderes
mágicos, porque são capazes de proporcionar uma fruição nas
pessoas que apreciam
e mostram o grau de perfeição atingida pelo homem após
gerações de trabalho:
Unicamente pelo trabalho,
pela adaptação (...)
dessas habilidades
transmitidas a funções novas e cada vez mais complexas foi que a mão do
homem atingiu esse grau de perfeição que pôde dar vida, como por artes
de magia, aos quadros de Rafael, às estátuas de Thorwaldsen e à música
de Paganini. (ENGELS, 1990, p. 27)
Embora não
se possa saber
em que medida
Marx concordava com
a
proposição evolutiva de Engels, é certo que, para o
filósofo, a produção artística faz
parte da divisão social do trabalho. Deste modo, a obra de
arte é, também, produto do
trabalho
humano, portanto objeto
de valorização ao
menos em termos
de valor de
uso. A produção artística, a arte, existe, afirma Marx
(1980, p.403), para satisfazer
nossas
necessidades estéticas. O
filósofo vê, portanto,
nestas atividades, como
em
todas as outras atividades humanas, um caráter utilitário.
Enquanto
mercadoria, porém, a obra de arte escapa, pelo menos em parte, ao
sistema de valorização
de materialista, na
medida em que
a própria arte
foge ao
processo capitalista. Marx nota este fato ao analisar a
natureza mercantil do trabalho
artístico:
Resulta em
mercadorias, valores de
uso, que possuem
uma forma
autônoma, distinta dos produtores e consumidores (...), tais como
livros,
quadros, em
suma, todos os
produtos artísticos que se
distinguem do
desempenho do artista executante. A produção capitalista aí só é
aplicável
de maneira muito restrita (...). (MARX, 1980, p. 404)
Marx (1980,
p.396) nota também outras tantas contradições entre o processo
artístico e o sistema capitalista. Em determinado momento,
percebe que o tempo de
trabalho não serve
como medida na
determinação do valor
artístico da obra.
Sua
produção pode levar
algumas horas como
também alguns anos.
Ele percebe que,
exceto nos casos em que haja interesses de agenciadores
(empresários etc.) em jogo,
o trabalho artístico não se enquadra produtivamente no
sistema capitalista.
Contudo,
mesmo constatando estas contradições entre a razão materialista e a
produção da obra de arte, em momento algum o filósofo
questiona a natureza útil da
obra de arte,
exceto, talvez, num
momento de perplexidade
em que tenta
entender
seu próprio apreço pelas obras do passado:
A dificuldade
não está em
compreender que a
arte grega e
a epopéia
estão ligadas a certas formas de desenvolvimento social; está sim no
fato
de nos proporcionarem ainda um prazer estético, e de serem para nós, em
certos aspectos, uma norma e até um modelo inacessíveis. (MARX,1974,
p.125)
Desconcertado pela própria
questão, Marx responde
de modo inconclusivo,
evocando uma certa
nostalgia social em
relação às culturas
do passado, similar
à
lembrança que um adulto sente dos tempos de criança.
A obra de arte em Heidegger
que esta definição é extraída da sua essência, ou seja, o
útil é feito de acordo com a
sua serventia. O que faz o útil ser útil é o seu uso, porque
ele foi feito para servir.
Porém, essa definição
é insuficiente para
a obra de
arte. Esta possui
uma posição
intermediária entre a coisa e o útil. Heidegger afirma: “Mas
a obra não é um utensílio
que além de
ser isso, esteja
provido de um
valor estético que
se lhe adere.”
(HEIDEGGER, 2002, p.35).
O que está
em processo na
obra de arte
é o
acontecimento da verdade do ser. Não que a verdade só
aconteça na obra ou na arte,
a verdade acontece de vários modos e um desses modos é na
arte. “Pois o ser-obra da
obra está a ser, e só está a ser, em tal patenteação
originária. Dissemos que, na obra,
está em obra
o acontecimento da
verdade.” (HEIDEGGER, 2002,
p. 38). É
bom
destacar que verdade
em Heidegger significa
manifestação, desvelamento de
ser,
ainda sem juízos de valor, depois é que a verdade acontece
como falsa ou verdadeira.
Para Heidegger,
a obra de
arte existe independentemente do
processo de
capital. Ela faz parte do processo de criação do homem, que
nem sempre está ligado
à utilidade. A
obra de arte
revela o mundo
poeticamente, é como
um jogar
poeticamente com o mundo. A produção da obra de arte
difere-se, pois, da produção
dos objetos úteis, já que o útil coloca em serviço o
material que o constitui de modo
que este desaparece em sua utilidade. Na obra de arte o
material não desaparece, pelo
contrário,
aparece pela primeira
vez. Uma escultura revela
não somente a
representação de um corpo, mas também a pedra (mármore)
retirada da natureza. A
pedra ganha uma nova significância, um novo modo de ser,
quando é transformada
em obra de
arte. Nesse sentido,
ela é reveladora
da natureza e
de sua própria
natureza, e não reveladora da matéria. A obra de arte é o
próprio ser se revelando,
sua própria verdade acontecendo. “A verdade vem a ser, sendo
ela mesma ao modo
da obra, no
meio do ente.”
(HEIDEGGER, 2002, p.
92). Assim, sua
função, sua
serventia não é mais do que o seu aparecimento, seu
desvelamento. Desse modo, ela
não tem uma utilidade precisa.
Além de se
revelar e de revelar a natureza, a obra de arte revela a verdade de
um povo, de
um momento histórico. Aqui,
podemos perceber um
ponto de
concordância entre Marx e Heidegger: uma vez que a obra de
arte está situada numa
época da história, ela pode nos remeter a um momento
histórico. Ela não existe fora
de seu contexto
histórico. A obra
é abertura de
possibilidades de manifestação de
verdades epocais. Assim, as verdades ganham expressão na
obra de arte.
Conclusão
em considerar que os úteis são produzidas para servirem,
para uma finalidade, para
uma utilidade. Porém,
para Heidegger, isso
não cabe à
obra de arte,
porque esta
possui uma instância
ontológica. Heidegger discorda
do ponto de
vista marxista-
aristotélico
que vê todas
as coisas sob
o viés da
sua utilidade, materialidade.
Entretanto, ele concorda com Marx na medida em que considera
que o ser se dá junto
com tempo, ou seja, cada época tem o seu modo de desvelar
ser. Na modernidade do
final do século
XIX, o pensamento
técnico parece chegar
ao seu extremo.
Isso se
reflete no pensamento de
Marx que, como
nenhum outro, consegue
captar as
vicissitudes
de seu momento
histórico, mas, para
Heidegger, não ultrapassa
os
paradigmas impostos pelo pensamento técnico.
Segundo Heidegger, a
técnica possui o
modo de lidar
com as coisas,
transformando
tudo em objetos
disponíveis, encobrindo o
ser dos entes,
retirando
suas várias possibilidades de se mostrar. Ou seja, deixamos
de ver as coisas de outros
modos novos possíveis.
E quando colocamos
a obra de
arte sob esse
pensamento
técnico,
acabamos por limitá-la,
esvaziamos as suas
possibilidades de abertura,
de
verdades.
Assim, ela acaba
se transformando em
uma peça que
serve apenas para
enfeitar ou para causar fruição. O pensamento da técnica
domina todas as instâncias
e promove uma realidade já dada, determinada e não passível
de ser questionada em
seu ser.
É assim
que Heidegger percebe
a sua época,
com um esvaziamento de
pensamento essencial, como a época do “esquecimento do ser”.
Por outro lado, pode-
se também observar, sob
o ponto de
vista da filosofia
de Marx, que
o apelo
heideggeriano,
também histórico, a
um pensamento que
não esqueça
o ser tende
a
subestimar as instâncias sociais da existência e idealizar o
fazer artístico.
Referências bibliográficas
ENGELS,
Friederich Sobre o
papel do trabalho
na transformação do
macaco em
homem. São Paulo, SP : Global, 1990.
MARX, Karl. O capital. Trad. Reginaldo Sant’anna. Rio de
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Introdução à crítica
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In: Para a crítica
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HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
__________, Sobre o humanismo. Rio de Janeiro: Tempo
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__________, Caminhos de floresta. In: A Origem da Obra de
Arte. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2002.
Eliane Santana de Mendonça.
Mestrando em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia – Brasil.
E-mail: milafilosofia@gmail.com
Griot – Revista de Filosofia, Amargosa, Bahia – Brasil, v.2, n.2, dezembro/2010.
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