Total de visualizações de página
domingo, 14 de outubro de 2012
GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA - Aline Segate
Mestranda do Programa de Pós-graduação em Estudos Línguísticos na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Especialista em Inspeção e Supervisão escolar pela Faculdade Católica de Uberlândia-MG e graduada em Letras pela Universidade Federal de Uberlância (UFU).
Resumo: Este artigo objetiva discutir a importância da inserção dos gêneros textuais no processo de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, uma vez que acreditamos que eles colaboram significativamente, no desenvolvimento da linguagem e funcionam como objeto e instrumento de trabalho para professores. Para cumprirmos essa meta, apoiamo-nos em alguns teóricos que abordam o tema, como Bentes(2006), Koch [1997;2006], PCN[1998], Schneuwly e Dolz [2004] e Oliveira[2008]. Percebemos ao longo deste estudo, que o ensino com gêneros textuais é de fundamental importância no processo de ensino-aprendizado da língua. Afinal, o trabalho em sala de aula com os diversos gêneros contribui para o aluno ter acesso à língua em funcionamento, o que permite ao aprendiz maiores condições para perceber e e produzir diversos textos. [continua]
Palavras-chave: Gêneros textuais, Ensino, Língua Portuguesa
Para o desenvolvimento deste trabalho, optamos por fazer, brevemente, algumas consideraes sobre a Linguística Textual - base terica importante para o desenvolvimento da teoria dos gneros textuais -, partindo, primeiramente, de suas
efetivas contribuies para o tratamento do texto. Em seguida, apoiar-nos-emos na teoria dos gneros proposta por Dolz e Schneuwly (2004), uma vez que essa teoria est á voltada para o ensino de Língua Portuguesa.
A Linguística Textual surgiu na dcada de 1960 na Europa, e se disseminou no Brasil na década de 1970. Nesse período, a principal preocupao dessa corrente era descrever os fenômenos sinté tico-semânticos presentes nos enunciados. Na década de
1970, muitos linguistas se preocuparam em construir uma
gram ática de texto, pois havia sentenças que a gram ática de frase não conseguia explicar. Então, segundo Koch (1997, p.11), o texto passa a ser conceituado pelos linguistas como “uma unidade linguística com propriedades estruturais específicas”, e no mais como uma sequência de sentenças isoladas. Assim, o objeto de estudo da Linguística Textual passa a ser o texto, uma vez que investigar a palavra ou a frase isolada no permite entender os diversos fenômenos linguísticos, pois esses s podem ser explicados dentro do próprio texto, levando em considerado que a nossa comunicação feita por meio de textos.
Dolz e Schneuwly (2004), assim como outros tericos que tratam de texto/discurso, também acreditam que por meio dos textos que o ensino da Língua Portuguesa deve ser feito, por isso, sugerem o trabalho da língua pautado nos diferentes
gneros textuais, sejam eles orais ou escritos. Segundo os autores, os gêneros são formas de funcionamento da língua e linguagem, sendo criados conforme as diferentes esferas da sociedade em que o indivíduo circula. Eles são produtos sociais bastante heterogêneos, o que possibilita infinitas construções durante a comunicação.
Portanto, para que os alunos dominem diferentes gêneros, é necessário que o professor construa estratégias de ensino, com o objetivo de levar o aluno ao desenvolvimento das capacidades necessá rias para aprender e fazer uso com maior mestria dos gneros trabalhados, e isso pode ser alcançado por meio de estratégias ou sequências did áticas criadas pelos professores.
Diante disso, ao longo deste trabalho objetivamos discutir a importância da inserção dos gêneros textuais no processo de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, uma vez que acreditamos que eles colaboram, significativamente, no
desenvolvimento da linguagem dos alunos, e funcionam como objeto e instrumento de trabalho para professores. Para cumprirmos essa meta, apoiamo-nos em alguns teóricos
que abordam o tema, como Bentes (2006), Koch (1997; 2006), PCN (1998), Schneuwly e Dolz (2004) e Oliveira (2008). Logo, os gêneros devem ser os princípios que sustentam o trabalho escolar, afinal, no h como trabalhar com a linguagem sem os gêneros, já que ela ocorre por meio deles.
Considerando, então, os gêneros como “peças” fundamentais no processo de ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa, organizamos este trabalho em três partes.
Na primeira, apresentamos um breve percurso histórico da Linguística Textual. Na segunda parte, apresentamos e discutimos a teoria dos gêneros textuais na perspectiva
de Dolz e Schneuwly (2004). Por fim, apresentamos as consideraes finais. [continua]
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário