segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Ônibus das seis – Arthur Henrique Hort

Nem sabia como começar
Então peguei um busão,
Sentei no banco da janela
Pra sentir o vento no rosto
E vestir umas ideias

Pra imaginar,
Uma vida boa,
Talvez pra chorar...
Ou pra sorrir, né?!  Lembrando da minha coroa


Já não me sinto mais no tédio
Apreciando o centro da cidade
muita muvuca,  tráfico dos menores de idade
pichações no topo dos prédios
a urbanização da humanidade

tá osso, chega a ser chateante
o busão já tá lotado
de gente grande
o tiozinho do meu lado,
e a Maria mais adiante
já nem esboçam um sorriso...

meu lugar cedi à gestante
que nem se quer me agradeceu
bom... (talvez nem tanto)...
mas eu desço nessa estação.


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